sábado, agosto 01, 2015

MANHÃ

Oh, a frescura intensa da manhã,
Batendo, lado a lado, toda a estrada ! 
_Inda há pouco apanhei uma braçada
De alfazema florida, ingénua e sã...
     
Abre no céu, a fulgida romã
Que em beijos de oiro se desfaz, cansada,
Oh, como eu sinto agora remoçada
A minha fé tranquila de cristã...
     
Nos silvados despontam as amoras,
Começa, ao longe, a vibração das noras
Todo o campo se alegra e se ilumina !
    
Passam pardais a grazinar em bando,
Um rebanho, um pastor, de quando em quando,
_E cheira a mato, a frutos, a resina...
     
       Virgínia Vitorino 

8 Comments:

Blogger ReltiH said...

MUCHAS GRACIAS POR COMPARTIR TAN BELLO TEXTO.
ABRAZOS

3:35 da manhã  
Blogger Franziska said...

Tiene todo la dulzura y el encanto de los campos con la nostalgia de ya no verlos sino de recordarlos. Gracias por compartir el poema. Es hermoso. Un abrazo. Franziska

5:45 da tarde  
Blogger AMALIA said...

Muy hermosas letras.
Un abrazo

12:41 da manhã  
Blogger Marina Fligueira said...

¡Hola Manuel!!!

Nos regalas un precioso soneto. Gracias y se muy feliz.

12:26 da tarde  
Blogger Elvira Carvalho said...

Uma poética e bucólica descrição de uma manhã numa aldeia.
Um abraço e bom fim de semana

9:07 da manhã  
Blogger Graça Pires said...

Que belo soneto de Virgínia Vitorino! Quase me cheirou a alfazema e a mato... A Natureza em palavras cheias de música.
Beijo.

1:59 da tarde  
Blogger Maré Viva said...

Poema que se derrama sobre nós como uma paz abençoada.
Um abraço.

4:37 da tarde  
Blogger ruma said...


Olá.

É minha alegria de compartilhar o seu trabalho maravilhoso.
E encantos mensagem doce meu coração.

Eu oro por sua felicidade e paz no mundo.
  Obrigado AMOR A nível mundial, e seu apoio.

Tenha um bom fim de semana. Do Japão, ruma❃

10:27 da tarde  

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