quarta-feira, outubro 08, 2014

CONFIANÇA

Canta e procura dar à voz honesta
Uma força de pena ou de alegria.
Espera. Crê. Resigna-te. Confia.
Deixa de ver na vida a dor funesta.
    
Ama quem te quer mal, quem te detesta,
E,  no abandono duma tarde fria,
Goza a volúpia estranha da agonia.
Duma rubra agonia cor de festa.
    
Empresta ao teu destino incerto e vago
O ritmo quieto dum mansinho lago,
Onde se espelha a paz e a esperança.
    
Pensa que Deus criou para teu gôsto,
O sol, o fogo, o mar, um sonho, um rosto,
Algum riso inocente de criança.
    
           Maria Antónia Teixeira (filha)

6 Comments:

Blogger MARILENE said...

Isso é saber viver. Uma bela escolha! Abraço.

4:59 da manhã  
Blogger Maré Viva said...

Parece que algo me chamou para ler este poema, que tinha tanto para me dizer!
Um abraço.

3:29 da tarde  
Blogger helia said...

Lindo e encantador Poema !

7:31 da tarde  
Blogger helia said...

Lindo e encantador Poema !

7:31 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

realmente uma boa trampa = à autora

6:39 da tarde  
Blogger hanna said...

Bonitas letras.

5:13 da manhã  

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