terça-feira, agosto 20, 2013

O AMOR E O TEMPO

Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante,
E o Tempo acelerava o passo.

__Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!»

Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento...
__«Porque voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?» __Nesse momento,

Volta-se o Amor e diz com azedume
__«Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo... Adeus! Adeus!»

António Feijó

3 Comments:

Blogger Guacira Maciel said...

Verdade, Antonio...temos o costume de sonhar...e ele sempre se vai; em algum momento ele se vai...
Pena...

Abraço

gpoetica

11:16 da manhã  
Blogger Baila sem peso said...

Vai-e o Tempo no seu caminhar
Vai-se, caminhando sem parar
Mas o Amor - Amor que veio para Amar
Esse, nunca vai abalar!
E fica sentado juntinho
de quem o sabe estimar :)

Beijinho Manuel
Felicidades

7:06 da tarde  
Blogger Rosa dos Ventos said...

Pode ir a Paixão mas o Amor verdadeiro não!

Abraço

9:05 da tarde  

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