segunda-feira, novembro 07, 2011

SONETO

O grande trigueiral ondeia, basto,
A balouçar a espiga já madura,
E a brisa, pela coma, como um rasto
Deixa-lhe um leve sulco na espessura...

A lua desmaiada no céu vasto,
A deslizar naquela grande altura,
Já mostra pelo azul, o rosto casto
E até parece olhar-nos com ternura...

E o sol a descambar no olivedo,
Onde balança a asa d'um moinho,
Vai escondendo a face no arvoredo...

E parece dizer-nos _ adeusinho! _
E canta então mais alto o passaredo
E rescende mais vivo o rosmaninho...

Elva Serrão

8 Comments:

Blogger BlueShell said...

Que bonito....
"E até parece olhar-nos com ternura..."" E rescende mais vivo o rosmaninho..."

Belo...
Bj
BShell

8:44 da manhã  
Blogger Vivian said...

Olá,Manuel!!

Que bela poesia!!
Encantada com a sensibilidade!
beijos!

2:19 da tarde  
Blogger poeta_silente said...

Oi, amigo
Passei por aqui e encontrei um trigueiral.
Deus te abençoe
Abraços
Miriam

4:51 da tarde  
Blogger Eloah Borda said...

Belo soneto!

"E o sol a descambar no olivedo,Onde balança a asa d'um moinho,Vai escondendo a face no arvoredo...
E parece dizer-nos _ adeusinho!"

Estive muito tempo um pouco ausente dos meus blogs, estou tentando voltar.
Eloah

9:41 da tarde  
Blogger © Piedade Araújo Sol said...

um soneto a cheirar a natureza e momentos...

9:13 da manhã  
Blogger elvira carvalho said...

Excelente. Não conhecia esta poetisa. Obrigada pela partilha.
Um abraço e bom fim de semana

9:31 da tarde  
Blogger Eloah Borda said...

Beleza de soneto! Quando à visita ao meu log, venho agradecê-la e ao comentário também. Sobre a amor, tens razão, mas quem convence disso um coração apaixonado?!
Bom domingo. Abraço.
Eloah

4:08 da tarde  
Blogger Sonhadora said...

Manuel

Passando para agradecer a visita e ler um poema muito belo...não conhecia a poeta.
Voltarei mais vezes a esta seara de versos.

Um beijinho
Sonhadora

10:09 da tarde  

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