sexta-feira, agosto 26, 2011

VELHINHA

Era nova no tempo dos franceses:
O noivo, um rapagão, ousado e forte,
Depois das bodas, muito poucos meses,
Deixou da vida o luminoso norte!

Vergada ao peso de ásperos reveses,
Escravizada pela mão da sorte,
Quantas vezes chorando, quantas vezes
Ela pedia o extremo alívio à morte!

Agora, quando na festiva aldeia,
Magra, doente, acabrunhada e feia,
Essa triste figura vai passando,

Param as doces, joviais cantigas,
E das rijas, sadias raparigas
Nenhuma deixa de ficar cismando...

J. A.

6 Comments:

Blogger Catarina said...

Estou a retribuir a visita.
Poema muito sentido... como devem ser todos os poemas.
Bom fim de semana : )

2:42 da tarde  
Blogger Je Vois La Vie en Vert said...

Belo poema !
Às vezes, as pessoas se esqueçam que os velhos também já foram jovens e bonitos...
Beijinhos
Verdinha

12:26 da manhã  
Blogger María del Carmen said...

belleza de poema rico en decires!

Exceltne tu arte de escribir.

Un abrazo

martita
www.panconsusurros.blogspot.com

1:47 da manhã  
Blogger Ana Galindo said...

Es un poema triste. No comprendo muy bien el texto, pero me gusta aquello que leo.

Gracias por acercarte por mi Casa.

Besos

4:48 da tarde  
Blogger Poetiza said...

Hola, un poema lleno de sentires. Bello leerte. Besos, cuidate.

6:51 da manhã  
Blogger Parapeito said...

Não conhecia
Gostei
palavras que nos fazem lembrar...que todos começamos a envelhecer....assim que nascemos
brisas doces*

9:10 da manhã  

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