quinta-feira, agosto 03, 2006

AO AMADO AUSENTE

Se apartada do corpo a doce vida,
Domina em seu lugar a dura morte,
De que nasce tardar-me tanto a morte
Se ausente da alma estou, que me dá vida?

Não quero sem Silvano já ter vida,
Pois tudo sem Silvano é viva morte,
Já que se foi Silvano, venha a morte,
Perca-se por Silvano a minha vida.

Ah! suspirado ausente, se esta morte
Não te obriga querer vir dar-me vida,
Como não ma vem dar a mesma morte?

Mas se na alma consiste a própria vida,
Bem sei que se me tarda tanto a morte,
Que é porque sinta a morte de tal vida.

Soror Violante do Céu
1602-1693

2 Comments:

Blogger fgiucich said...

Siempre hay suspiros por el amado ausente. Abrazos.

4:44 da tarde  
Blogger confusa said...

Ah...

12:26 da tarde  

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