terça-feira, abril 19, 2016

PERSEGUIÇÃO

O  que eu persigo não me podes dar:
     mas, ao ver-te, vislumbro a minha morte
     de perfil, contra o mar e o vento forte
     naquela tarde em que vieste amar-
     -me solitário, obsessivo e pobre
     
     O que eu persigo, impossível d'alcançar,
     és tu, nesse momento de dizer: «Conheço-te?.
     que tento eternizar a breve transe sobre
    a árvore na alta copa a clarear:
     «Morte, vem a meus braços: eu amo-te. eu amo-te !»
     
     O que eu persigo não se pode nomear:
     perfeitamente espírito em leque
     de cabra do deserto a tropeçar
     no sangue e a morrer de sede a saque
     
                    António Barahona da Fonseca

15 Comments:

Blogger Siboney said...

O que eu persigo não me podes dar....Amazing!!!

9:45 da tarde  
Blogger Ana S. said...

Bem, o que eu preciso também ninguém me pode dar mas enquanto há vida, há esperança :)

10:04 da tarde  
Blogger CRISTINA said...

Gracias por tu visita, una poesía con gran profundidad.
Saludos!

10:51 da manhã  
Blogger Aninha Ferreira said...

amar a morte?

2:59 da tarde  
Blogger Sara com Cafe said...

Que lindo e profundo. Adorei!

1:08 da manhã  
Blogger MEU DOCE AMOR said...

Olá:

Bom...amar a morte para de seguida renascer.

Beijinho doce:)

10:37 da tarde  
Blogger Silenciosamente ouvindo... said...

Amigo é sempre muito bom para mim
ler poesia.
Desejo que o amigo se encontre bem.
Bom fim de semana.
Um abraço
Irene Alves

6:25 da tarde  
Blogger Maria Rodrigues said...

Não conhecia o poeta, obrigado pela partilha.
Um abraço
Maria

11:41 da tarde  
Blogger Graça Pires said...

António Barahona da Fonseca é um excelente poeta. Foi bom encontrá-lo aqui, amigo.
Um beijo.

12:30 da tarde  
Blogger Suzete Brainer said...

Olá Manuel,

Grata pela oportunidade desta preciosa leitura,
Poema belíssimo.

Grata também pela sua gentil visita e comentário
no meu blog.

Abraço e felicidades para você também!

3:11 da tarde  
Blogger © Piedade Araújo Sol said...

António Barahona da Fonseca tem muito boa poesia, este poema deixa-nos a pensar, se bem que não é um dos meus preferidos do autor.
beijinhos
:)

9:06 da tarde  
Blogger Sara com Cafe said...

que lindo. que sutil!

1:52 da manhã  
Blogger Arroz Di Leite said...

Belo poema!!

Bjs

Tânia Camargo

12:27 da manhã  
Blogger Marina Fligueira said...

Gracias por este poema, bello y a la vez profundo.
Te dejo un beso y mi estima.
Se feliz.

4:25 da tarde  
Blogger A Casa Madeira said...

O que eu persigo... sensações para a alma...
A matéria talvez não possa dar...
Boa continuação de semana.

10:42 da tarde  

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