sábado, janeiro 02, 2016

SOU EU

Sou alma, a poetisa d'alma misteriosa,
Sou a chuva que beija os telhados,
Sou o confessionário que lava os pecados,
Sou a boca rubra que se fechou silenciosa !
     
Não sabes quem sou, lágrima sequiosa !
Sou o bálsamo em cofres velados !...
Sou as tábuas velhas dos caixões chorados !
Sou enfeites áureos da alma dolorosa !
     
Sou o corpo frio da morte em tassalhos !
Sou o doce das quimeras, vivo além...
Sou toda asas, que dormem nos galhos !
      
Sou quem? Quem sou? Não sei, mas sou alguém !
Sou a que não vês, que dorme nos borralhos !
Sou eu... a mendiga... não sou ninguém !
      
            São Torres de Amorim

15 Comments:

Blogger Graça Pires said...

Este é um soneto ao jeito de Florbela Espanca, no sentimento e na mágoa.
Beijo e bom ano.

11:34 da manhã  
Blogger Maria Rodrigues said...

Tão nostálgico e tão belo.
Um abraço
Maria

8:42 da tarde  
Blogger Sónia M. said...

Belo!

Um bom ano, que seja feliz!
Abraço

1:14 da tarde  
Blogger Minha vida de campo said...

Belíssimo.
Feliz 2016. Que este ano seja de muitas alegrias.

12:38 da tarde  
Blogger gota de vidro said...


A nostalgia presente e abraçada à beleza.

Muito belo. Gostei

Bom fim de semana

Beijinho da Gota

9:56 da manhã  
Blogger Silenciosamente ouvindo... said...

A mendiga será sempre alguém.Mas é um soneto triste.
Mas muito bem escrito.
Abraço amigo.
Irene Alves

3:46 da tarde  
Blogger Cristina Sousa said...

Nostálgico mas brilhante. Gostei muito.

Beijo

1:01 da tarde  
Blogger Marina Fligueira said...

Precios versos, Manuel. Y te felicito por ello: y te dejo mi gratitud y mi estima.

Un beso y se muy muy feliz.

11:26 da manhã  
Blogger redonda said...

Gostei.
um beijinho e uma boa semana
Gábi

12:17 da manhã  
Blogger Tina Bau Couto said...

Pois seja
Ah que ser e não ser
E poder sempre mudar
E sabendo poetizar
Ahhh
Já vale um suspirar

9:18 da tarde  
Blogger Maria Rodrigues said...

Passei para deixar um abraço.
Maria

9:17 da tarde  
Blogger tulipa said...


Olá Manuel

Ainda não o tinha visitado este ano.
Feliz 2016.
Que seja um ano de Paz, saúde e alegrias.

Por aqui, encontro um soneto triste, mas muito belo.
Parabéns!

vou tentando vir visitar os blogues dos amigos, aos sábados
mas, nem todas as semanas, consigo
...
cá estou hoje.

Nas minhas contas (caso não me engane) blogues são 6...
neste momento estão 3 activos

o filhote mais novo "Ano Sabático" faz no próximo dia 3 de fevereiro, 2 anos

Ah, pois é!!!
O tempo voa.

Sou lágrimas, solidão e dor,
mas também vou ainda conseguindo ser alegria, energia e força.

Obrigado pela visita

AH, caso queira espreitar,
tenho um post novo no meu blog
http://momentos-perfeitos.blogspot.pt/

Bom fim de semana.
Beijinhos

7:24 da tarde  
Blogger manuela barroso said...

Porque somos tanto e tanta coisa ao mesmo tempo ... Onde será o nosso cume ?
Belíssimo!
Beijinho

1:59 da manhã  
Blogger © Piedade Araújo Sol said...

um soneto muito nostálgico

beijinho

;)

5:11 da tarde  
Blogger Ana Simões said...

É tão bom ler poesia...
É lindo este soneto e toda a leitura que nos proporciona aqui no seu espaço...
Bem ha-ja pelas partilhas.

Felicidades !!

4:36 da tarde  

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