quinta-feira, novembro 20, 2014

O MAIOR COLOSSO

"Ciclópeo mar! No bojo insano, a espuma
Recorda mil estrofes de pavor,
Porém domina as vagas, uma a uma
Na praia, a humilde areia sem valor...

Eis a montanha! Com vaidade suma,
Dirige ao céu fantástico pendor;
Colosso ingente sim... mas pode a bruma
Dissipar nele a forma, o brilho, a cor!

Só o pensamento avança. Iluminado,
Resolve e queima as cinzas do passado,
Vai dormitar, em sonho, nos museus...

Grava centelhas de fulgor eterno;
Pode afundir nos báratros de Averno,
P'ra despertar no coração de Deus!"


Olindo Casal Pelayo

5 Comments:

Blogger Parapeito said...

Não são faceis os seus sonetos...
Tenho o livro, Ainda a Versejar...e sou franca ...nao é o livro que mais pego.
Mas acho bem...acho muito bem esta partilha.
Abraço

9:58 da manhã  
Blogger MaRía said...

Hola !!

Hermosos versos
El mar siempre es fuente de inspiración, lleno de vida y tan cambiante

Gracias por tu visita a mi blog

Buena semana

un abrazo

2:16 da tarde  
Blogger Cristina said...

Un poema encantador, gracias por compartirlo.
Buen fin de semana, besos!

5:41 da tarde  
Blogger Mariazita said...

Boa noite, Manuel
Conheci Pelayo por acaso, numa pesquisa que fiz para um post sobre Tunas Académicas, com enfoque na Tuna Académica do Porto.
Não se pode dizer que a sua poesia seja fácil, mas... como acontece com tudo que "dá luta", depois de algum tempo acaba-se por gostar.
Penso que foi boa ideia a publicação deste soneto, para dar a conhecer o autor.

Votos de bom fim de semana.
Beijinhos

8:36 da tarde  
Blogger Hanna Xesco said...

El mar y su inmensidad siempre inspira poesía. muy bueno. Besos

4:28 da manhã  

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