domingo, abril 06, 2014

EPÍLOGO

Este mar, este sol, este perplexo
     Olhar de um gato, este sabor de sal,
     Esta folha da Bíblia, este vitral
     De um templo de Bizâncio, este complexo
    
     Teorema, tudo isto é já um reflexo
     Crepuscular do mundo e do final
     Do cordeiro na cova do chacal,
     Do Espírito castrado pelo sexo.
    
     O que era belo é morto. E, entre monturos,
     Vagam hienas. Vespas zumbem juros,
     De uma csterna o homem mede estrelas.
    
     Sobe uma ogiva à lua. E uma pomba
     Desce do céu e traz no bico a Bomba.
     Uiva em vestais o cio das cadelas.
    
          Domingos Carvalho da Silva

6 Comments:

Blogger Elvira Carvalho said...

Caramba que epilogo tão trágico.
Um abraço e uma boa semana

7:04 da tarde  
Blogger gota de vidro said...


Um poema muito forte com um final igualmente forte.

Bem versejado e sentido.

Boa semana

Bj da gota

7:38 da tarde  
Blogger Elizabeth F. de Oliveira said...

Poesia intensa. Versos que pesam em lirismo, traduzidos em beleza.

Agradeço a visita.
Abraços,

11:10 da tarde  
Blogger © Piedade Araújo Sol said...

tragédia em soneto...

:(

9:32 da manhã  
Blogger Graça Pires said...

Um soneto de quem sabe usar as palavras e o sentir.
Abraço, amigo.

12:54 da tarde  
Blogger La Gata Coqueta said...



Cultivemos el optimismo sobre todas las cosas.
Al mal tiempo, buena cara. Usando el positivismo en todo y por todo,
buen humor en las palabras,
la alegría siempre presente en el espejo del pensamiento,
con una sonrisa de felicidad en las pupilas de los ojos…

¡Recordando que el corazón siempre permanece joven!

Un feliz y luminoso día te deseo desde la distancia,
pero muy cercano desde el corazón.

Atte.
María Del Carmen




4:06 da manhã  

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