sábado, setembro 15, 2012

A CALÚNIA

Pronta a filar a presa em garra adunca,
Ar de Satan no rosto rubicundo
Olhos no chão, a espreitar o mundo
Deixa, asquerosa, a sórdida espelunca.

Bem cozida co´a terra. A não vê nunca
A vítima escolhida ao jogo imundo
Do surdo cascalhar seu, que confundo
Com cascável que a sã verdade trunca.

Mole se movimenta. Vai de rastos,
Dentes ervados mordiscando pastos...
Clame a inocência, ao bafo sujo pune-a:

Ri, tripudia, sobre a presa inerte...
E em chavascal, ao próprio Céu converte
__ A repelente baba da calúnia.

Maria Antonieta Fernandes
poema retirado do Correio do Ribatejo
de .13/11/1998 pag. 7

6 Comments:

Blogger Mary said...

Intenso e verdadeiro, tripudiar sobre a presa inerte,sentir prazer em causar desprazer na sua vitima, é o abjetivo real de quem a comete.

Bjos e obrigada pela sua visita e comentário no meu blog.

ótimo fim de semana

4:36 da tarde  
Blogger Luna said...

tanto pode dizer este poema se o reportarmos as estado que hoje vivemos
beijo

5:10 da tarde  
Blogger BlueShell said...

Excelente escolha que nos trazes, Manuel.
Forte e muito oportuna, infelizmente.

Mil predões...estou em falta para contigo...me desculpa. Um dia falo-te melhor do que me tem trazido afastada daqui destes "universo"...
um beijo de carinho e admiração. BShell/Isabel

9:16 da manhã  
Blogger © Piedade Araújo Sol said...

um escolha muito boa.
a calunia é uma arma mortífera e terrível
boa semana
beijo

obrigada1

4:31 da tarde  
Blogger Sonhadora (RosaMaria) said...

Manuel

Um poema forte e muito verdadeiro, a calúnia é um punhal que fere fundo.

Um beijinho
Sonhadora

3:21 da manhã  
Blogger Chellot said...

A calúnia explicitada em sua poesia mostra sua verdadeira face.
Beijos doces.

5:23 da tarde  

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