domingo, agosto 01, 2010

SÚPLICA

Há no meu peito, que soluça e chora
Uma indizível, intíma tristeza...
Feita da acerba magna da incerteza,
Eu que o lançou o vosso olhar, senhora!

Se vejo perpassar-vos na aspereza
Do meu caminho _ eu antevejo a aurora...
E, após o vosso olhar que me enamora,
De novo sinto esta agonia acesa...

E dia ou noite, se vos vejo ou não...
E, n'esta incerta mágoa ou alegria,
Voga sem rumo o pobre coração...

Astro de luz, estrela do meu norte!
Ou dai-me a negra noite ou o claro dia:
Mas não me deis esta incerteza _ a morte.

António Molarinho

17 Comments:

Blogger Catarina Poeta said...

Lindíssimo poema! Parabéns!
Beijo!

12:20 da manhã  
Blogger sónia said...

O desejo torna-se mais interessante qd sabemos domá-lo.

bj p ti

9:28 da manhã  
Blogger La Gata Coqueta said...

Paso a saludarte y a la vez a despedirme porque voy estar descansando en principio todo el mes de agosto.

Solamente va a permanecer en activo Mis caricias del alma, para no dejar todos los blogs privados del roce de los amig@s. En el momento que alguien deje su sello, lo saludaré gratamente complacida desde la distancia.

A mi regreso volveré a reencontrarme contigo haciendo acto de presencia, para seguir cultivando la fuente que nutre nuestra amistad a través del dialogo, cambiando impresiones al calor de la tolerancia, y en buena armonía como hasta estos momentos.

Felicitaciones para todos aquellos que ya han disfrutado de sus vacaciones, como para quienes las están viviendo en estos días y han tenido la delicada atención de pasar a visitarme.

Un cálido y afectuoso abrazo acompañado de una rosa blanca para ti amig@, por cada uno de los días que me encuentre ausente, ya que te llevo presente en el interior de uno de los archivo de mi corazón.

María del Carmen

2:37 da tarde  
Blogger sónia said...

N conhecia este poeta
e passei a gostar.

bj grande

4:42 da tarde  
Blogger DULCE said...

Obrigado por sua visita!

Hermoso poema, me gusta tu blog Manuel!

Te seguire

muchos besos
Dulce

4:43 da tarde  
Blogger Gustavo Figueroa V. said...

Quiero agradecer tu visita a y comentario en mi blog, a la vez que quiero felicitarte por este hermoso poema lleno de mucho sentimiento.
Eres todo un poeta!

9:28 da manhã  
Blogger fgiucich said...

La incertidumbre que mata. Hermoso poema. Abrazos.

12:12 da tarde  
Blogger redonda said...

Esta é só uma pequenina paragem para desejar Boas Férias :)
Gábi

11:17 da tarde  
Anonymous Ofeliazinha said...

Olá amigo um grande grande abraço. Desculpa a ausência. Espero que esteja tudo bem contigo. Beijos

2:36 da tarde  
Blogger Baila sem peso said...

Súplica de uma alma que implora
num soneto que cheira a acesa aurora
e a noite negra que chora...

(já por aqui ando no povo com o meu computador novo! ;))

(está tudo bem por aí pelo teu cantinho?)
Beijinho com carinho

12:48 da manhã  
Blogger Maria Valadas said...

Um belíssimo Soneto que escolheste com bastante mestria.

Que saudades!

Beijo.
Maria

5:15 da tarde  
Blogger Chellot said...

Indivisível tristeza que desampara o poeta. Lindo!
Beijos doces.

4:42 da tarde  
Blogger Inés Bohórquez said...

Triste y nostalgico poema, pero hermoso!

gracias por visitarme
te dejo un abrazo
:)
lindo blog...

6:41 da tarde  
Blogger MEU DOCE AMOR said...

Que poema tão belo.Adorei...mesmo.Gosto deste tipo de poesia.Parece de outros tempos.Uma escrita tão cuidada e uma forma tão linda de transcrever o que a alma sente.

Beijinho doce esperando-te no http://vemsonharcomigo.blogspot.com/

:)

12:07 da manhã  
Blogger © Piedade Araújo Sol said...

um belo soneto que aqui nos deixa de um autor que confesso nao conhecia.

um beij

2:17 da tarde  
Blogger Vera Carvalho said...

Talvez seja a incerteza da vida que nos move!
Lindo poema.
Um abraço.

5:29 da tarde  
Blogger elvira carvalho said...

Mais uma vez, um poeta de que nunca ouvi falar. E que bem que escreve.
Obrigada pela partilha.
Um abraço

11:13 da tarde  

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