segunda-feira, fevereiro 25, 2008

ANTÓNIO FEIJÓ

A UMA MULHER FORMOSA
Nas límpidas canções que me inspiraste
ao som da flauta d'ebano cantadas,
narrava as minhas mágoas desoladas,
mas tu não me escutaste!

Depois compus estâncias primorosas,
que lêste em carinho e sem ternura,
lançando ao rio as páginas formosas
onde eu cantava a tua formosura.

Quis ser então mais fino e mais amável:
dei-te um presente fabuloso e raro,
uma enorme safira comparável
a um céu nocturno imensamente claro.

E em paga d'essa joia deslumbrante,
d'esse primor, d'uma riqueza louca,
mostraste-me, sorrindo um só instante,
as pequeninas pérolas da boca.

António Feijó

http://pt.wikipedia.org/wiki/António_Feijó

22 Comments:

Blogger Bruxinhachellot said...

Linda essa poesia de Antonio Feijó. Não conhecia. Bela escolha.

Beijos de nova.

7:25 da tarde  
Blogger muxica said...

Casi, casi o entendo todo
Preciosas verbas
Un Bico ( Beijos) desde Lugo ( Galicia)

8:03 da tarde  
Blogger poeta_silente said...

Manuel!
Quando amamos, embora estejamos com os olhos marejados de lágrimas, causadas por nosso amor, quando este amor chega perto de nós, nosso sorriso se abre. Não precisam jóias raras... nem atos heróicos... A própria atitude de se achegar nos enternece. As lágrimas secam, as dores passam e entregamos o brilho do olhar, que ficou límpido pelas lágrimas derramadas, como luz para o caminho a ser percorrido pelos dois.
Quem ama, caro amigo - mas quem realmente ama - não exige nada... perdoa atitudes passadas... não exige jóias raras... que, por vezes, podem melindrar áreas do ser amado...
Quem ama, Manuel, ama... simplesmente ama... e o sorriso se faz presente a cada olhar trocado.
Bjos
Miriam

11:07 da tarde  
Blogger Luana said...

quantas histórias não se escrevem assim?

sem sorrisos e com jóias?

um beijo

11:49 da tarde  
Blogger casa de passe said...

António Feijo, grande poeta!

12:07 da manhã  
Blogger katina said...

Querido Manuel:

"sorrindo um só instante"

asi é as vezes só temos pequenos instantes recebidos que alumiam nosso existir .
Precioso texto e ao mesmo tempo doloroso.
Graças pelas fotografias são bellísimas.
Um forte abraço.

3:06 da manhã  
Blogger Fátima said...

Amigo,

Bela poesia! Cheia de emoção.

Obrigada pelas palavras no meu cantinho. As fotos são do Penedo Durão, miradouro que fica perto de Freixo de Espada à Cinta é lindíssimo!
Posso adicionar-te ao meu cantinho de amigos? gostei muito do teu blogue.

:-) um abraço

9:31 da manhã  
Anonymous Á flor da pele said...

Gostei imenso da poesia...
Beijo que fica...

1:36 da tarde  
Blogger BETTINA PERRONI said...

Hasta donde puede un hombre convertir a una mujer... en una musa exhuberante, en una diosa de sueños, en palabras suaves....

Bello poema mi querido amigo.
Te abrazo fuerte :)

4:42 da tarde  
Blogger Graça Pires said...

Há quanto tempo não lia António Feijó. Obrigada pela partilha.

6:55 da tarde  
Blogger fatima pb said...

Vim deixar um olá e encantei-me com este poema!

deixo um beijo

8:11 da tarde  
Anonymous Célia said...

Ola Manuel, tudo bem ?
Uma otima tarde, a você.
Bela poesia.
Célia

8:18 da tarde  
Blogger MAR said...

Muy lindo poema.
Cariños para ti desde mi mar.
mar

5:20 da manhã  
Blogger sónia said...

uma mulher formosa, sem duvida! tão formosa quanto as palavras deste magnífico escritor.

um beijo

10:19 da manhã  
Blogger Templo do Giraldo said...

http://templodogiraldo.blogspot.com/

Passem por aqui.

SAUDAÇÕES

8:34 da tarde  
Blogger AGUALUNA said...

Hola de-propósito.
Gracias por visitar mis mundos de agua y aunque no entiendo mucho el portugués, el poema en tu post, define con dulzura infinita ,lo que es una mujer...una Diosa Hermoso!!!!

Besos en el agua , querido amigo

5:41 da manhã  
Blogger BETTINA PERRONI said...

Manuel... esta elegante colección de poemas merece algo.

Ojalá y te agrade lo que te he dejado en mi blog... besitos,

11:13 da tarde  
Blogger Menina do Rio said...

Ao menos teve um sorriso...

Manu, deixo-te um beijinho de boa noite

12:54 da manhã  
Anonymous Paula negrão said...

Que poesia gostosa!

boa escolha, Manuel.

beijos

2:49 da tarde  
Blogger Raquel Fernández said...

Qué linda poesía. Leo y trato de comprender (no es tan difícil). Es realmente preciosa.
Un abrazo desde Buenos Aires!

11:36 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Caro Poeta, caro amigo e conterrâneo!
Desde menino que me envolvem teus poemas e tua história tão linda de diplomata ilustre. Fui teu companheiro nos assentos de tua estátua aquececidos pela tua presença e pelo Sol das manhãs frias de inverno de Ponte de Lima! Lia e relia "...É que das terras que tenho visto, por toda a parte por onde andei, nunca achei nada tão imprevisto, terra mais linda nunca encontrei"

Sempre na minha alma um estranho mas bonito sentimento.

Fonseca Lima
www.limiano41.blogspot.com

11:42 da manhã  
Blogger freefun0616 said...

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3:52 da tarde  

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