sexta-feira, abril 24, 2009

SONETO À LIBERDADE

Sagrada emanação da divindade,
Aqui do cadafalso eu te saúdo;
Nem em tormentas, com revezes mudos,
Fui teu votário e sou, ó Liberdade!

Pode a vida brutal ferocidade
Arrancar-me em tormento mais agudo;
Mas das fúrias do déspota sanhudo
Zomba da alma a nativa dignidade.

Livre nasci, vivi, e livre espero
Encerrar-me na fria sepultura
Onde império não tem mando severo.

Nem da morte a medonha catadura
Incutir pode horror a um peito fero,
Que aos fracos tão-sòmente a morte é dura.

António Carlos

26 Comments:

Blogger mundo azul said...

_________________________________

Que poema de versos fortes e bonitos!

Parabéns ao poeta e obrigado a você, por te-lo trazido...


Beijos de luz!!!

_______________________________

1:49 da manhã  
Blogger elvira carvalho said...

neste dia 25 de Abril nada melhor que um soneto à Liberdade.
Longe na altura não vivi nada da alegria de que falam, no 25 de Abril, antes outras preocupações.
Não concebo uma vida feliz sem Liberdade, e sei bem como era antes do 25 de Abril.
Mas Liberdade sem pão, também não faz ninguém feliz e vejo como vive grande parte do país.
Penso que os objectivos do 25 de Abril, ficaram só pela metade, e mesmo essa metade, vejo-a cada dia mais ameaçada, pelos falsos democratas que nos governam.
No Sexta o meu texto sobre o assunto.
Um abraço e bom fim-de-semana

3:01 da tarde  
Blogger Maria João said...

Viajei até aqui," de propósito" !
Para te agradeçer a visita aos meus "pequenos detalhes"...

A poesia é uma arma.. alguém mais já o afirmou. As palavras exprimem o pensamento, o sentimento e a alma, como uma impressão de vida perpétua quando se transformam em prosa ou poesia.

Um abraço

5:53 da tarde  
Blogger Cecilia said...

Imposible concebir la vida sin libertad. Qué música que tienen estos versos! Saludos!

7:00 da tarde  
Blogger Bruxinhachellot said...

Liberdade como a queremos e mesmo assim parece que nunca a teremos por perto o suficiente para nos sentirmos livres.

Beijos doces de seu sabor preferido com saudades no recheio.

3:51 da manhã  
Blogger marina said...

libertad y firmeza...
Me ha gustado mucho,
y me he acordado de un poema de Miguel Hernández que termina así:

"Cantando espero a la muerte,
que hay ruiseñores que cantan
encima de los fusiles
y en medio de las batallas."

Beijos........!
:-)

8:28 da manhã  
Blogger Dulce said...

Manuel

Vim, em retribuição a sua visita ao meu cantinho virtual, conhecer seu espaço e agradecer pela sua preseça.
E encontrei aqui belos poemas.

Fique bem.

Dulce

1:18 da tarde  
Blogger Katina said...

Infinitas gracias por regalarme a traves de tus fotografìas todo un jardin , lleno de flores y colores de tu maravillosa tierra ,en este frìo otoño al otro lado del mar.
Un soneto que grita desde lo màs profundo del corazòn , bellìsimo.
Un cariñoso abrazo.

5:46 da tarde  
Blogger Mariazita said...

Olá Manuel
Obrigada pela visita ao "Lírios".

Este poema é forte, incisivo, muito bom! Gostei mesmo.

Vai aparecendo, gosto de te ver por lá.

Beijinhos
Mariazita

7:20 da tarde  
Blogger Ana Maria said...

Uma segunda cheia de sucesso.
Beijinhos!

4:41 da manhã  
Anonymous Cõllybry said...

Quando não se algema o coração, poderemos nos considerar livres...

Gostei muitO

Doce beijo

6:51 da tarde  
Blogger Alice Matos said...

Poema forte...
que nos questiona a própria liberdade...

Beijo grande...

8:08 da tarde  
Blogger mariam said...

Manuel,

não conhecia! muito bonito! e oportuno...

boa semana
um abraço e o meu sorriso :)
mariam

10:32 da tarde  
Blogger PIER BIONNIVELLS said...

Ho..
Precioso poema..
me ha gustado .
Que estes bien.
Te dejo abrazos

11:50 da tarde  
Blogger Maria Valadas said...

Um soneto profundo no seu sentir.

Bons versos à Liberdade!

Não rias oh poeta...por leres estas minhas palavras, e, nem penses que venho retribuir a tua visita.

Vim... porque gosto do teu partilhar.

Bem hajas!

Beijos.

4:01 da manhã  
Blogger Madalena Barranco said...

Querido Manuel,

Os poemas à liberdade são alimento da alma...

Beijos

4:58 da tarde  
Blogger pin gente said...

bastante bonito, manel!

um abraço em liberdade

7:48 da tarde  
Blogger Azul said...

Hermoso como siempre lo que nos regalas...después de una larga ausenia he vuelto...

Te dejo bikiños... y mi nueva dirección

http://venttana.blogspot.com

te espero!

11:14 da tarde  
Blogger Ana Maria said...

Como é maravilhoso ter liberdade!
Amei o poema.
1000beijinhos!

2:20 da manhã  
Blogger fgiucich said...

La libertad, quizás el bien supremo. Abrazos.

11:55 da manhã  
Blogger Baila sem peso said...

E canta-se por estes tempos
Pelos campos e cidades
Com as vozes prenhas,
de doridas realidades...

Bom fim de semana
Beijinho

1:08 da tarde  
Blogger Otília Noronha & alunos said...

Td maravilhoso..como sempre.
Abraços.

6:51 da tarde  
Blogger tulipa said...

Efemérides...
Dias internacionais...
Dias nacionais...
Para quê?
O pobre trabalhador tem cada dia menos razões para comemorar qualquer coisa. E o dia que devia ser uma comemoração de direitos adquiridos, é cada dia mais uma jornada de luta.

No entanto, há uma outra data para comemorar: o meu "Momentos Perfeitos" faz hoje 1 ano.
Convido-te a vires brindar comigo!

Feliz "Dia do Trabalhador".
Bom fim de semana prolongado.

9:53 da tarde  
Blogger Liliana Lucki said...

Manuel,un placer.

Liliana.

6:42 da tarde  
Blogger Menina do Rio said...

Lindo soneto, Manu!

Beijinhos

8:27 da tarde  
Blogger freefun0616 said...

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3:35 da tarde  

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