sexta-feira, novembro 24, 2006

A LANTERNA DE DIÓGENES


Erguei até à fronte em noite escura,
Duma lâmpada acesa, a luz arfante.
Em torno a vós, baila uma sombra escura
E a luz vai projectar-se para avante.

Sustendo a lâmpada a igual altura,
Correi depois para essa luz brilhante;
A treva, aos vossos pés corre segura,
E a luz sempre a fugir, sempre distante...

Poetas ! Eis aqui simbolizada
Na sombra, a nossa mágoa inominada,
Na luz, o além, como um clarão no mar...

Na sombra, a permanente, a eterna dor,
Na luz, a aspiração dum grande amor
Que nunca, nunca havemos de alcançar...

Augusto Gil
-
Lordelo do Ouro-Porto 31 de julho de 1873
-
Guarda 26 de Novembro de 1929

8 Comments:

Blogger Mayte said...

Una sombra permanente entre el amor y el silencio.....me encanto Manu!!

Mil beijos!

2:25 da manhã  
Blogger Verena Sánchez Doering said...

Manuel que bello el poema, los poetas son maravillosos como logran expresar
un abrazo grande amigo
que sea una bella semana, besitos
gracias por todo


besos y sueños

5:12 da tarde  
Blogger BETTINA PERRONI said...

Y hoy hablemos de luz... luz capáz de encender un corazón casi muerte, una luz fuerte que llena cada angulo oscuro del misterio.

Hermoso Manuel... cada vez te entiendo mas jajaja

Besitos

8:39 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Olá Manuel,
Muito bom poema de Augusto Gil....

"Poetas ! Eis aqui simbolizada
Na sombra, a nossa mágoa inominada,
Na luz, o além, como um clarão no mar..."
O mar, e eu....
Obrigado pela partilha

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10:08 da tarde  
Blogger Verena Sánchez Doering said...

mi buen amigo Manuel
gracias por tus saludos, te dejo un abrazo muy grande
y que mañana sea un gran dia
besitos



besos y sueños

11:09 da tarde  
Blogger Carla said...

Uma sombra permanente entre algo obscuro.
Beijinhos e um bom fim-de-semana.

10:02 da manhã  
Blogger Marta Vinhais said...

Linda escolha - escondemos a dor na sombra, no recanto mais sombrio do nosso coração..
Às vezes, encontramos e mantemos a luz - pode não estar tão brilhante, mas está lá......
Obrigada pela partilha.
Beijos e abraços
Marta

11:22 da manhã  
Blogger ángel said...

Hermoso poema de Gil, un clásico que ahora leo en tu idioma y te agradezco que me des oportunidad de hacerlo aquí, en tu espacio.

saludos...

6:09 da tarde  

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