sábado, janeiro 04, 2014

SONETO A ORFEU II

ASSIM como ao mestre a folha às vezes
à pressa mais à mão arranca o traço
verdadeiro: assim muitas vezes espelhos tomam
em si o sorriso santo e único das virgens,
      
quando elas, a sós, poem a manhã à prova,
ou no esplendor das luzes serviçais.
E no respirar das faces autênticas
mais tarde, cai um reflexo apenas.
     
O que não viram olhos no longo amortecer
fuliginoso do fogo das chaminés !:
olhares da vida, perdidos para sempre.
     
Ai! da Terra quem conhece as perdas?
Só quem em tom contudo de louvor
cantasse o coração, nascido para o Todo.
     
                       (Série II, nº II,)

                 RAINER MARIA RILKE

3 Comments:

Blogger olharbiju said...

Olá, boa tarde.
Cheguei até este blog p'lo da amiga "Gata Coquette".
Estive a ler alguns textos. Penso que mais que uma pessoa escreve neste cantinho.
Desejo bom Ano e boas escritas.
(Alice)

6:43 da tarde  
Anonymous Mamé 09 said...

Bonsoir Manuel
Et bonne année 2014 .
Amicalement Mamé

9:23 da tarde  
Blogger La Gata Coqueta said...



Brillas con la luz propia que solo tú puedes irradiar,
brillas con la esperanza de que este momento es único e irrepetible,
brillas con la ilusión de que mañana será aún mejor que el de hoy,
no importa cómo, pero brillas, porque tu diáfana luz no tiene comparación.

Y atraída por este radiante manantial de luz te paso a visitar y te invito
a brindar a mi lado, hoy que celebro el día de mi cumpleaños
que felizmente contigo me apetece compartirlo, brindando
al sumar un año más al libro de vida donde no falte
la salud, el amor y la felicidad para acercarle una modesta sonrisa
a quienes las quieran cortésmente aceptar.

Un breve pero sincero abrazo
Dejo a los pies de tus sentimientos.

Atte.
María Del Carmen




2:31 da tarde  

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home